POV: VANESSA
O som do ferro batendo contra o batente da porta da cela ecoa na minha cabeça como uma marretada constante. Duas vezes por dia. O mesmo barulho. O mesmo cheiro de desinfetante barato misturado com comida azeda.
Olhei para as minhas unhas, agora quebradas e sem o esmalte em gel que eu pagava centenas de euros para manter. Minhas mãos, que antes seguravam taças de champanhe nos hotéis mais caros da Europa, agora seguravam uma caneca de plástico com um café que parecia água de poça