Um estrondo ensurdecedor rasgou a noite, violento como o rugido de uma criatura antiga despertando sob o castelo. O som veio da ala dos curandeiros, seguido por um clarão súbito que engoliu o céu numa bola de fogo e fumaça. A explosão empurrou o ar para fora dos pulmões deles; o chão estremeceu sob seus pés, fazendo as pedras vibrarem como se o próprio castelo gritasse de dor. O beijo se partiu no impacto. O ar, que antes era frio e doce, carregado do silêncio cúmplice da madrugada, agora cheir