A madrugada tinha um peso estranho naquela vila.
Não era silêncio.
Era expectativa.
Como se o próprio ar estivesse prendendo a respiração, esperando alguém errar primeiro.
Eu estava encostado perto da janela aberta do quarto onde o grupo descansava. Ou fingia descansar. A madeira antiga rangia de vez em quando com o vento, mas nada ali parecia realmente frágil. Nem a casa. Nem a paz. Nem nós.
Lá fora, as lanternas restantes balançavam como olhos cansados.
E olhos cansados sempre veem coisas que