Na manhã seguinte, acordei antes do nascer completo do sol por puro costume.
Durante semanas, meu corpo tinha aprendido que, quando o céu ainda estava escuro, era hora de conferir a estrada, observar os arredores e garantir que nada se aproximava do acampamento.
Por alguns segundos, fiz exatamente isso.
Abri os olhos devagar.
Olhei para o teto.
Então pisquei.
Não havia árvores.
Nem barracas.
Nem o cheiro da fogueira apagando.
Havia o teto de madeira do quarto do castelo.
Demorei alguns instante