A tarde na empresa foi um martírio. Eu mal conseguia olhar para a tela do computador, os olhos ardendo das lágrimas que eu segurava. Michel tentava se aproximar várias vezes, mandando mensagens internas e falando baixo para não chamar atenção dos outros.
— Ravena, por favor, me diz o que está acontecendo. Eu não aguento te ver assim — suplicou ele pela terceira vez, parando ao lado da minha mesa.
— Michel, só me deixe em paz. Por favor.
Não respondi. Apenas continuei digitando, o corpo rígido,