A porta bateu com violência. O silêncio voltou a dominar o cômodo, mas, dessa vez, ele não parecia tão pesado quanto antes. Continuei olhando para o lugar onde Gaby havia desaparecido, tentando entender a conversa que acabara de acontecer.
As perguntas de Michel. A toalha azul. O tiramisù. O jogo de cartas. Nada daquilo fazia sentido. Ainda assim, havia algo em sua voz. Uma firmeza que eu conhecia bem. Michel nunca desperdiçava palavras. Se perguntara aquelas coisas, existia um motivo. Fechei o