POV de Gabriela
Acordei com o braço do Adrian ainda sobre a minha cintura. A luz do sol entrava pela janela, fina, preguiçosa, iluminando as partículas de poeira que dançavam no ar. Ele ainda dormia. A respiração lenta, o rosto relaxado, os cílios escuros sobre a pele. Parecia em paz. Mas eu sabia que não estava. Eu sabia que por trás daquela calma, havia um coração partido.
E a culpa era minha.
Fiquei ali, deitada, olhando para ele. Para o homem que me protegeu. Para o homem que me fez rir qua