Senti um impacto físico no peito, como se me faltasse o ar. Olhei para Davi, desorientada.
— Bruno...? — chamei pelo apelido dele que só usava em momentos de vulnerabilidade extrema. — Isso... isso é verdade?
Ele abaixou o olhar, o maxilar trincado.
— É verdade, amor.
— E há quanto tempo você sabe disso? — pergunto, a voz embargada pela sensação sufocante de traição.
— Uns meses... — ele respondeu hesitante. — Na época em que a gente estava separado.
— E você não me contou?! — me levantei num p