O silêncio que se seguiu foi absoluto. Até o som da rua parecia ter sumido.
— Quem te contou essa absurdo? — tentei me esquivar, o coração martelando contra as costelas.
— Responde! Sim ou não? — Fernanda deu um passo à frente, a voz embargada pelo desespero. — Me diz que é mentira. Me diz que eu tô louca e que escutei errado. Por favor, Alice!
— Sim, Fernanda... — murmurei, abaixando a cabeça. — Aconteceu.
— Não... não, não, não — ela levou as mãos à cabeça, os olhos marejados. — Não pode ser.