Eu me levanto da cadeira num pulo só, a borracha do garrote caindo no chão.
— Qual é a sua, Alice?! — pergunto, a voz reverberando na sala, carregada de puro ódio. — Tá gostando da palhaçada?!
— Nossa, Davi! Para com isso! — ela responde na hora, a voz exausta de quem não aguenta mais meu show. — Foi só a porra de um elogio educado. Que paranoia desgraçada a sua!
— "Paranoia minha"?! — repito, dando um passo na direção dela, indignado. — O pau no cu do médico deu em cima de você na minha cara!