—Vou para São Paulo hoje — diz ele, com a voz grave. — Não quero te deixar aqui. Não sei nem o que fazer.
—Eu não vou fugir, não. Você já fez isso várias vezes — tento tranquilizá-lo.
—Agora é diferente — insiste ele.
—Diferente por quê? — pergunto, confusa.
—Porque agora tem Fábio e Ernandes. E eu não quero te deixar aqui sozinha — explica ele, com a voz carregada de preocupação.
—Relaxa — digo, tentando minimizar a situação. — Sempre teve o Fábio. A diferença é que agora você sabe. Toda vez q