— É por isso que eu não tenho ninguém, criança. Ninguém aguenta ficar do lado de quem enxerga a podridão. — Ela me olhou. — Você entende como é se sentir presa num lugar que não é seu, não entende? O quadrado de luz na parede era vermelho-sangue. O pôr do sol se aproximava. E eu, sem dor, sem muro, só com a verdade dela batendo na minha... não soube o que responder. Porque eu entendia.— Eles te chamam de valiosa agora. — Ela continuou, sussurrando. — Te dão vestido, comida, banho quente, mas n