ELA
Eu estava abraçada aos meus joelhos, tentando me fazer pequena o bastante para sumir. Era isso que eu era agora: filha de bruxa, acusada de traição, trancada em uma cela que cheirava a desespero.
Carolina.
A voz dele veio angustiada, quebrada de dor, chamando meu nome. E meu coração, que estava batendo fraco de cansaço, acelerou na mesma hora. Os pelos do meu corpo se arrepiaram. O estômago deu um nó, mas não era um nó ruim. Era como se cada célula minha o reconhecesse antes dos meus olhos.