Quando voltou a abrir os olhos, já era o dia seguinte.
Ele arrancou a agulha do soro e, ignorando o ferimento que sangrava, vestiu o terno e saiu.
Ao chegar à delegacia, Pedro estava pálido.
— Quero registrar um boletim de ocorrência. Minha esposa está desaparecida.
A polícia agiu conforme o procedimento e pediu detalhes.
Mas, depois de ouvir todo o relato, as expressões ficaram estranhas.
— Ela está desaparecida há quinze dias e só agora o senhor vem registrar ocorrência? Por que não denunciou antes?
A mão de Pedro, apertada contra o peito, tremia; o rosto estava lívido.
A polícia desviou o olhar e, ao encerrar o atendimento, deixou apenas uma frase:
— Vamos fazer o possível para encontrar. Se tiver qualquer informação, nos avise imediatamente.
Pedro saiu da delegacia e voltou para casa.
Não esperava encontrar os pais e Raíssa ali também.
Ao ver Pedro entrar, Diego pulou do sofá.
— Onde você foi? Por que não voltou a noite inteira e não atendeu o telefone?
Raíssa também se apressou em