Mariana Oliveira
A sala de estar estava silenciosa, exceto pelo som de respiração pesada e uma estranha tensão no ar. A luz do fim da tarde entrava pelas janelas, lançando sombras alongadas nos móveis elegantes e cuidadosamente escolhidos que decoravam o ambiente. O lugar deveria ser acolhedor, mas naquele momento parecia um campo de batalha iminente.
Eu estava de pé no meio da sala, os punhos cerrados, o rosto contorcido de raiva e incredulidade. As palavras que minha irmã mais nova acabara de