Lua
O portão da mansão se fechou atrás do carro com um som pesado, definitivo, e mesmo assim Lua não sentiu segurança alguma.
O mundo lá fora havia ficado para trás.
Renato já havia ficado para trás. O carro dele, o sorriso dele, a voz dele dizendo seu nome como se ainda pudesse reivindicar alguma parte dela, tudo aquilo ficou do outro lado dos portões altos da propriedade Bitencourt.
Mas aquele envelope não.
O envelope tinha entrado.
Aquela pasta parda, simples, opaca, aparentemente inofensiva