Lua apertou o lençol junto ao peito e desviou os olhos para a janela.
Só então percebeu que a luz do dia parecia mais tênue do que deveria. Não havia sol forte, não havia brilho de manhã. A claridade era dourada, baixa, quase de fim de tarde, entrando pelas cortinas como ouro derretido.
Ela ficou petrificada.
— Que... que horas são?
Eros pegou uma calça escura no cabide, com uma tranquilidade desconcertante, como se não tivesse acabado de destruir o raciocínio dela apenas se exibindo de cueca n