O gelo que não derrete
Melina Petrova desceu do avião em Moscou com o coração apertado e a alma gelada. O ar frio de fevereiro a recebeu como um velho amigo. Cortante, honesto, sem promessas quentes. Ela puxou o casaco de lã preta sobre os ombros, os cabelos longos e lisos balançando como uma cortina negra contra o vento siberiano. Aos vinte e seis anos, ela sabia exatamente o que estava fazendo: fugir. Se ficasse em Dubai mais um dia, mais uma hora, mais uma mensagem de Khalid, ela cederia. O