Na manhã seguinte, Dominic chegou à empresa mais cedo do que de costume.
O estacionamento ainda estava quase vazio.
Os corredores permaneciam silenciosos.
Era um daqueles raros momentos em que o prédio parecia apenas concreto e vidro, antes de voltar a se transformar na máquina que nunca parava.
Ele entrou em sua sala.
Fechou a porta.
Tirou o paletó.
Mas não foi até a mesa.
Caminhou diretamente até a enorme janela.
Lá embaixo, São Paulo despertava aos poucos.
Carros.
Ônibus.
Pessoas apressadas.