GUTEMBERG
A moto está caída no meio da rua, o motor ainda quente, soltando fumaça. As luzes dos postes oscilam, lançando sombras inquietas sobre o asfalto. Meu peito sobe e desce, o sangue correndo quente, mas nada disso se compara à raiva pulsando dentro de mim. Meus olhos fixam na figura de Timmy, punhos cerrados, parado a poucos metros.
Eu jogo o capacete no chão com força, o som ecoa na rua vazia, e avanço como um animal faminto quando encontra um pedaço de carne.
— Tá ficando louco, porra!