Vanessa Bragança
Acordei em meio a vozes alteradas, em um cubículo fedorento a mofo, e levei alguns segundos para entender que estava em um banheiro. Tentei me levantar, rastejando, mas uma fita larga e cinza prendia meus pulsos e tornozelos. Minha boca doía; algo a mantinha selada, impedindo qualquer som.
Forcei-me a respirar e a me acalmar. Concentrei-me nos ruídos do lado de fora.
— Isso não era o combinado. Minha irmã já está presa, e agora você quer que venham atrás de mim também? Olha o