CARLOS EDUARDO VELAZ
O eco de tudo o que acabei de ouvir na intimidade do meu escritório me deixa profundamente entristecido. Enquanto encaro o semblante exausto do Adolfo, tento imaginar a dimensão exata do que ele está sentindo no fundo da alma. Ver a sua única irmã, o sangue do seu sangue, rendida ao submundo das drogas e vivendo em um delírio psicótico constante, não deve ser uma barra fácil de carregar para ser humano nenhum. É um soco que desaba qualquer estrutura.
Agora, diante da situaç