Renato lavou as mãos, trocou de roupa e subiu para bater à porta do quarto da mãe.
A voz fraca de Ana veio de dentro: — Entre.
Renato abriu a porta e entrou, vendo Ana sentada numa cadeira de vime ao lado da janela, olhando para fora.
Ela segurava uma moldura de foto, uma foto da família tirada quando sua irmã se perdeu, no dia em que completou cem dias.
Renato pegou um cobertor leve e caminhou até ela, cobrindo suas pernas: — Mãe, o que está pensando?
Ana sorriu: — Nada. Por que voltou tão cedo