Mesmo sob os olhares curiosos de alguns hóspedes, Renato atravessou o corredor com Sara no colo e a levou direto para a suíte onde estavam hospedados. Assim que entrou, fechou a porta e a deitou na cama com todo o cuidado, como se qualquer movimento brusco pudesse machucá-la ainda mais.
— Onde dói? — perguntou, já se inclinando sobre ela.
— Minhas costas — respondeu, fazendo uma careta ao tentar se ajeitar.
— Deixa eu ver — pediu.
Mesmo constrangida, Sara se virou devagar. Renato puxou com cuidado a blusa que ela usava e teve acesso às costas dela, onde marcas arroxeadas já começavam a surgir. A visão o deixou tenso por vários motivos.
O primeiro era porque ela havia desobedecido sua ordem de ficar no quarto.
O segundo e o que mais o irritava era porque quem havia feito aquilo com ela era Raquel.
— Espera um pouco — disse, afastando-se de repente.
Foi até o telefone e falou com o serviço do hotel.
— Preciso de uma bolsa de gelo e alguns analgésicos. Agora.
Desligou e voltou para pert