CAPÍTULO 173 — A decisão que ninguém vê
A casa estava quieta demais àquela hora. Não era uma calma agradável, mas aquela ausência de ruído que tornava qualquer movimento mais evidente, desde o roçar dos passos até a própria respiração.
Ainda era cedo. A noite começava a recuar lentamente, enquanto uma claridade fraca se infiltrava pelas janelas.
Para Cristian, aquelas madrugadas tinham se tornado habituais.
Ele avançou pelo corredor com passos lentos, roçando os pés de leve no chão para manter