Silvia Bianchi
A luz da sala de ultrassom era suave, quase clínica, mas para mim, parecia envolver o ambiente com um brilho de santuário.
Eu estava deitada na maca, com o gel frio em contato com a minha pele, sentindo o coração acelerado não pelo medo, mas por uma expectativa que parecia expandir o meu próprio peito.
Leonel estava ali, em pé ao lado do monitor, a mão firme apoiada na borda da maca, os olhos fixos na imagem em preto e branco que, para os olhos destreinados, era um borrão, mas