Havia algo de mágico em segurar um pincel novamente.
Era como se, ao tocar a tela em branco, um pedaço da minha alma se conectasse com algo maior, algo que palavras jamais conseguiriam explicar.
Eu tinha me afastado da pintura por tanto tempo, me ocupando com a vida, com as responsabilidades, com as dores que parecia mais fácil ignorar.
Mas agora, diante da tela vazia, senti como se estivesse voltando para casa.
A luz suave da tarde entrava pelas janelas do meu