Leonardo
Ele a viu antes mesmo de entrar. Valentina. Encostada ao carro importado, pernas cruzadas, cigarro entre os dedos, e aquele maldito perfume que invadia sem pedir licença. A mulher não mudava. Era um furacão elegante. Bonita de um jeito que não se esquece, perigosa de um jeito que arde depois.
Ele desceu o elevador com as mãos nos bolsos, tentando manter o controle. Sabia que encará-la era como brincar com fósforo perto de gasolina.
— Achei que você fosse me evitar, Léo — ela disse,