Mais de um ano havia se passado desde a morte de Noemi, e Ricardo, aos 49 anos, se via em um ponto de sua vida que nunca imaginara estar. O tempo, embora não curasse completamente as feridas, ajudava a fechar algumas delas. A intensidade da dor causada pela traição e o choque da morte de Noemi, que inicialmente o consumiam, começaram a perder força, e ele sentia-se, pouco a pouco, libertando-se das correntes emocionais que o mantinham preso ao passado.
No entanto, a cicatrização emocional veio