(Renata Pellegrini)
Fico a encarar o objeto nas suas mãos, eu não sei o porquê, mas o meu coração aperta, não faço ideia do que terá do outro lado e por alguma razão inexplicável eu sinto... medo? Mas eu já estou na merda mesmo. Pego o porta-retrato e o viro, trovo o maxilar ao reconhecer a figura masculina na foto... é o meu pai... ele segura um bebê e ao seu lado tem uma mulher, sinto o meu coração bater mais rápido, é como se eu estivesse a olhar-me num espelho...
— Essa mulher... — Começo