Do outro lado da linha, ele falou novamente ao perceber que ela não respondia:
— Estou no elevador. Se você voltar agora, posso lhe dar uma carona.
Ao ouvir aquela voz masculina, grave e aveludada como um violoncelo, Marília confirmou que aquilo não era uma ilusão. Era a voz de Leandro. Ele havia ligado para ela.
— Estou no Hotel Alvorada...
— Eu sei.
"Ele sabe! Então o elevador que ele mencionou é..."
Uma possibilidade inesperada surgiu na mente de Marília. Ela achou aquilo inacredi