A morada do divino habita em cada coração, foi o que disseram. Em meu coração habita um ser desleal, palpável no qual sinto suas garras perfurando de dentro para fora. Matando cada célula viva, fazendo a carne apodrecer enquanto estou em pé fingindo ser um homem.
Ao meu redor os papéis estão jogados pelo chão, as fotos gritam tanto quanto o demônio implora pela caçada. A dor fina que atravessa a casca vazia do meu coração dilacera o que resta da máscara que uso para fingir ter sanidade.
Maya