Meus passos ecoam pelo corredor do hotel, cada um pesado com a ressaca emocional da noite passada. A luz do dia parece demasiado brilhante, e eu me encolho dentro do meu casaco, desejando invisibilidade. Mas a invisibilidade é uma benção que me é negada hoje, pois ali está Ursula, um borrão de estampa de onça e arrogância.
— Olha, Nina querida, dormiu aqui?— ela pergunta, sua voz gotejando com falsidade.
Forço um sorriso, um movimento dos lábios que não chega aos olhos.
— Sim. — Minha resposta