Anny Celik
A luz da manhã entrou timidamente pelas cortinas entreabertas, trazendo-me de volta à realidade. Pisquei algumas vezes, tentando ajustar meus olhos à claridade. Virei o rosto, e meu coração deu um salto ao perceber Miguel deitado ao meu lado. Ele me segurava pela cintura, como se, mesmo dormindo, tivesse medo de me deixar ir.
Por um momento, fiquei observando-o. A expressão dele era serena, os traços tão familiares e ainda tão dolorosos de encarar. Não sei por quanto tempo fiquei