O quarto estava em silêncio.
Mas não vazio.
A luz suave do abajur deixava tudo mais quente, mais próximo, como se o mundo lá fora tivesse parado exatamente naquele instante. Letícia ainda estava perto da cama, olhando para a própria mão, girando levemente o anel, como se precisasse sentir de novo… ter certeza.
Pedro não falou de imediato.
Ficou só observando.
Encostado, quieto.
— Eu ainda não acredito… — ela disse, quase rindo, mas com os olhos marejados.
— Eu acredito — ele respondeu, baixo.
E