O silêncio ainda pairava na sala depois das palavras de Carla.
Pesado.
Irreversível.
Mas ele foi quebrado pelo som da porta se abrindo novamente.
Todos olharam.
O médico entrou.
Agora sem a postura de antes.
Sem segurança.
Sem controle.
Apenas… exposto.
O delegado virou-se imediatamente para ele.
— O senhor confirma o que foi dito aqui?
O médico hesitou por um segundo.
Mas não havia mais espaço para fuga.
— Confirmo.
A palavra caiu seca.
Direta.
— Eu recebi dinheiro do Juliano.