O escritório ficava no andar de cima do clube.
Isolado.
Mas nunca completamente silencioso.
O grave da música subia pelas paredes, constante, como um coração pulsando ao longe.
As luzes eram baixas.
Amareladas.
Pesadas.
Juliano estava sozinho.
Sentado atrás da mesa, com um copo de whisky na mão.
A garrafa aberta ao lado.
O rosto ainda marcado.
O corte no supercílio.
O inchaço leve no lábio.
Ele girava o líquido no copo, olhando para o nada.
Pensando.
Irritado.
Orgulhoso demais para admitir qual