66. A Maioria Das Versões Dele
O homem está sentado no meu sofá como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Gravata afrouxada, uma xícara de café na mão e os pés cruzados sobre a mesa de centro, com uma liberdade que Dante não permitiria a qualquer um.
Eu o reconheço no mesmo instante.
Victor.
— Boa noite, Amy — ele me cumprimenta, endireitando a postura enquanto sorri educadamente.
— Boa noite… Victor.
— Quanto tempo, não?
Seu olhar desce por um segundo até minha barriga, que começa a se destacar sob a blusa de alça