NATÁLIA
Eu acordei de repente quando algo tocou meu rosto. Meu corpo inteiro doía como se um cavalo tivesse passado por cima dele.
— Ei! — A voz aveludada dele caiu em meus ouvidos.
Os dedos dele deslizaram sobre minha bochecha. Eu olhei para o teto familiar do meu quarto na casa dele.
Talvez eu estivesse sonhando. Eu nunca saí daqui.
— Amorzinho? — Ele me chamou, suave e cuidadoso.
Meu olhar se fixou em seu rosto e a calma se espalhou por mim.
— Ricardo. — Eu engasguei.
— Eu estou aqui.