ANA
Seria uma noite?
Duas noites?
Uma semana?
Um mês?
Um ano?
Eu não conseguia dizer quanto tempo havia se passado. O silêncio ensurdecedor e a dificuldade de respirar faziam minha mente girar em ansiedade e naquele sentimento que raramente experimentava e admitia: o terror.
O terror sempre fora o primeiro passo para a derrota - uma derrota excepcionalmente humilhante. Eu odiava perder. Contudo, naquele instante, tudo o que eu fazia era, de certa forma, me entregar à perda. Perdida contra mim me