Mundo ficciónIniciar sesiónImagine um mundo sendo infectado por uma doença terrível, onde essa doença matou quase todos os seres humanos, devastando a humanidade e trazendo aquilo que consideramos o fim do mundo. Mas a verdade era que ainda não era o fim. Havia esperança, alguns poucos humanos que sobreviveram conseguiram uma cura, embora fosse tarde demais eles também descobriram como trazer pessoas de volta à vida. Emma Tales foi uma dessas pessoas, que morreu quando tinha apenas quinze anos, mas então foi trazida da morte. Embora aquele novo mundo completamente estranho fosse bem diferente do que imaginava. Assim que Emma é trazida de volta ela é levada para uma cidade aonde fica junto de outros com a mesma situação. Uma cidade repleta de mortos. Não demora muito para que Emma perceba que há algo muito errado nessa história, para que perceba que nem tudo ali funciona perfeitamente, ainda mais ao descobrir que muitos que iam até lá simplesmente sumiam sem explicações. Aos poucos ela vai descobrindo mais sobre as mentiras que rodeiam o lugar. Sobre as mentiras dos moradores. Senhora e senhores, bem-vindos a Green Lake. Ou melhor, bem-vindos a cidade dos mortos.
Leer más1. Era uma vez
2. Uma rosa branca3. Em meio a milhares de rosas vermelhas4. Ela estava no lugar errado5. Ela não era como nós6. Significava paz e harmonia7. E as vermelhas o sangue e a destruição8. Um cisne em meio a muitos de patinhos feios9. Ela era um erro10. Não devia estar conosco11. E então ela era a luz12. A bela em meio a todas as feras13. Ela era um erro maravilhoso14. Com um balde de tinta ela nos pintou15. Nós não precisamos ser vermelhos16. Nós seremos rosas brancas como ela17. Seremos a harmonia e a paz18. Todos que nos viam nos confundiam com rosas brancas19. Não éramos mais rosas vermelhas20. Ela nos libertou21. Mas apesar de tudo ela nunca foi como nós22. A rosa branca nunca foi vermelha23. Ela não precisava da tinta que nos fantasiava24. É divertido brincar de ser quem não somos25. Fingir que sou alguém boa26. Fingir que sou merecedora de paz27. Eu fui feito para matar28. Mesmo que ela tenha nos pintado de brancos29. Por dentro eu sempre30. Serei vermelhaEscuridão a preenchia, dor e vazio, apenas vozes existiam. — Como ela está?Os ruídos brincavam e bagunçavam a sua cabeça, como se estivesse ouvindo sussurros, ela não sabia dizer se eram reais ou não.Não sabia dizer aonde que começava a realidade e aonde terminava. Sonhava com vagalumes. Brilhando e beijando sua testa, voando sobre ela.Sonhava com crianças.E principalmente com um rosto, de uma garota, loira, bela dos olhos claros, que tinha um sorriso gentil. Aquele rosto a perturbava.Mas não sabia quem era.Não sabia se a garota estava ali ou não.Mas os sussurros continuavam.— Está se recuperando, em breve poderemos soltá-la, precisarei de mais tempo até lá.A outra voz se remexeu.— Não temos muito tempo, não podem saber sobre o erro que foi trazer essa garota para cá. O homem balançou a cabeça.— Eu devo apagar as memórias dela? Não sei se isso é uma boa ideia, seu corpo está exausto pelos testes feitos. — Então não pode apagar? O homem respondeu: — As memórias ficarão
1. Acorde Alice 2. Foi apenas um sonho 3. Nem todos os contos de fadas4. Tem finais felizes 5. As vezes é melhor assim 6. Que se foda as histórias 7. Aqui é a realidade8. Não existe país das maravilhas 9. Nem sempre as coisas dão certo 10. E se fosse real 11. Alice seria louca 12. E se ela quisesse voltar?13. Talvez tenha se perdido 14. Era uma rosa branca afinal 15. Em meio a milhares de rosas vermelhas 16. Não confie nas vermelhas 17. Não deveriam existir 18. São as regras do jardim 19. Elas devem ser arrancadas 20. Isso não é um conto de fadas 21. A vida não tem final feliz22. A realidade tem suas regras23. E como no xadrez24. Precisa saber sua posição 25. Não finja ser quem não é26. Ah... mas ela não sabia seu lugar 27. Queria ficar entre os vermelhos 28. Mesmo que não pertencesse 29. Ninguém gosta de ficar sozinho 30. É a natureza humana 31. Alice foi internada 32. Não havia coelho33. Não havia uma rainha vermelha 34. Desesperada ela tentou voltar
Era mais um daqueles dias de bebedeira. Sakura chegou ao bar usando a mesma jaqueta preta surrada de sempre e cumprimentou as pessoas que conhecia com um leve aceno de cabeça. — Aonde ela está? — Perguntou assim que chegou.O responsável pelo bar fez uma careta.— De um jeito nela antes que eu dê. Sabia exatamente o que aquilo significava, com um breve suspiro a encontrou quase que desmaiada entre as cadeiras. — Vamos Mia, você não pode ficar assim. Ela resmungou.— Vai se foder, me deixa em paz.Aquele era um dia ruim. Sabia disso. Alguém havia a denunciado para seu pai. O pai de Mia era um político famoso pela cidade, mas ambos se detestavam, ela costumava dizer que ele era um canalha sem igual. Todo mundo sabia quem era seu pai no colégio, isso afastou o grupo dos garotos que as incomodavam por um tempo, mas quando foi descoberto que ambos não se davam bem isso passou a ser ignorado.Até que um deles passou a pegar pesado, Mia havia salvado Sakura dos bullying, então a guerra
Depois O cheiro da fumaça do cigarro invadiu o seu apartamento. O doce, refrescante e reconfortante cheiro do cigarro.O cheiro dela.Que um dia já havia sido algo como laranjas e chuva, uma mistura com o da irmã que cheirava a morangos e rosas, hoje não passava de cheiro de fumaça de cigarro.E de bebidas, é claro.Ela se encostou no sofá e inalou tudo, a droga da cidade, a droga da fumaça, o doce e reconfortante cheiro da merda que sua vida havia se tornado.E que grande merda.O único barulho mais irritante do que o da cidade era o da televisão. Aonde se passavam as maiores mentiras existentes. Como se o mundo estivesse voltando a ser como um dia já foi.Mas ao invés de levantar a porcaria da bunda do sofá e mudar de canal, ou para desligar a televisão que fazia sua cabeça doer — é claro que a bebida e os cigarros não tinham nada a ver com suas dores de cabeça — ela assistiu, ficou olhando a garota loira que fingia sorrir.Uma grande piada de fato, até parece que alguém iria acred
Último capítulo