Alice deixou a colher descansar contra a borda do prato de cerâmica. O som do metal batendo no material foi o único ruído a quebrar o silêncio da cozinha pelas próximas batidas do meu coração. Ela puxou um pedaço de papel-toalha da bancada e limpou os dedos com uma lentidão quase dolorosa, como se estivesse ganhando tempo para reconstruir a parede que eu tinha acabado de balançar.
— Você não deveria estar acordado — ela murmurou, sem me olhar diretamente. A agressividade de antes tinha evaporad