CAMILA
O resto da manhã passou num ritmo estranho. Não foi tenso, mas também não foi exatamente calmo. Era como caminhar sobre algo que ainda estava se acomodando.
Depois do café, eu tentei me ocupar com pequenas tarefas para não pensar demais. Organizei algumas coisas no quarto, respondi mensagens que tinha ignorado nos últimos dias, tentei ler um pouco, sem sucesso. Minha mente insistia em voltar à mesma pergunta: o que exatamente Leonardo queria conversar comigo?
A casa parecia reagir a ele