Aurora não voltou para a mansão.
Não naquele dia.
Nem no seguinte.
Nem na semana inteira que se seguiu.
Ela ficou no pequeno apartamento de Helena, um espaço simples, cheio de vida e cheiros de café recém-passado, onde ninguém a olhava como uma peça fora do lugar.
Pela primeira vez em anos, ela não acordava esperando passos no corredor.
Nem o som distante de um homem que nunca vinha.
E, ainda assim, não era paz completa.
Era reconstrução.
Lenta.
Dolorosa.
Silenciosa.
Porque mesmo longe da mansã