(POV Liah)
Sete da manhã, e a casa ainda tem aquele silêncio gostoso de quem dormiu bem pela primeira vez em dias.
Café já frio na xícara, ficha clínica aberta no celular, e a sensação estranha de normalidade que dura exatos cinco minutos antes do telefone vibrar. É engraçado como o corpo aprende a desconfiar de paz rápido demais nessa casa — cinco minutos de silêncio já parecem tempo emprestado, um intervalo que a gente sabe, no fundo, que vai ser cobrado de volta.
A luz da manhã entra pela co