DAMIEN
Deixamos a clínica em um estado de leveza que parecia desafiar a gravidade. O trânsito de Madri, que costuma me irritar com sua lentidão caótica, hoje parece apenas um cenário distante e irrelevante. Dirijo com uma das mãos no volante e a outra firmemente entrelaçada aos dedos de Sofia, como se, ao soltá-la por um segundo sequer, eu pudesse acordar desse sonho e descobrir que tudo não passou de uma miragem.
— Você está rindo sozinho há dez minutos, Damien — ela comenta, virando-se no ban