DONOVAN
O silêncio que se segue à entrada de meu pai na sala é pesado, quase palpável. A figura de Mateo, sempre tão imponente, parece agora carregar um peso extra, um cansaço que eu não havia notado antes. Ele caminha até a minha mesa, os olhos fixos na porta por onde aquela mulher, Vanessa, acabara de sair.
— O que aquela mulher queria aqui, Donovan? — A voz do meu pai é um trovão contido, uma mistura de preocupação e uma fúria que ele mal consegue camuflar.
Respiro fundo, sentindo o latejar