A HORA DA VERDADE
SEBASTIAN
— Marina, escute bem — digo, quebrando o silêncio denso que se forma assim que passamos pelas portas duplas da cobertura e caminhamos em direção aos elevadores privativos.
Minha voz carrega um peso definitivo, uma inflexibilidade que não abre a menor margem para hesitações ou contra-argumentos.
— Agora eu decidi: na ida para a sua casa, eu vou conversar com os seus pais.
Marina para abruptamente no meio do hall de mármore polido, como se tivesse esbarrado em