O VENENO
BIANCA FERRER
Entro na suíte do hotel onde estou hospedada de forma clandestina, batendo a porta de madeira maciça com tanta violência que a estrutura estremece.
— O meu peito sobe e desce em golfadas de ar descontroladas, o rosto queimando sob o calor de uma raiva desmedida que faz o meu sangue pulsar nas têmporas.
— Merda! — vocifero para o silêncio do quarto, atirando a bolsa sobre a cama King Size com descontrole.
— Tinha que a porra desse maldito buquê voar e vir parar exatamen