Eu me sentei na poltrona de couro que um dia foi do meu pai, tentando buscar conforto em algo que nunca me pertenceu de verdade. Tudo isso—essa casa, essa posição, esse "poder"—é um teatro. Um teatro onde eu sou a marionete, os fios puxados por mãos invisíveis que fingem estar ao meu lado.
A ironia é sufocante. Desde criança, me ensinaram que eu era especial, que eu tinha um destino grandioso. O "líder do futuro." Aquele que levaria a nação para um novo patamar. Mas agora percebo que essa idei